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Histórico

Publicado: Quinta, 10 de Mai de 2018, 09h48 | Última atualização em Segunda, 21 de Janeiro de 2019, 11h08 | Acessos: 60

 

INFORMAÇÕES DO CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL NA UFRA
 
Apresentação
 
O Curso de Engenharia Florestal foi criado em 14 de dezembro de 1971, através do Decreto Federal nº 69.786, e reconhecido através do Decreto Federal nº 80.030, de 27 de julho de 1977, na modalidade BACHARELADO.
Objetivo
 
Formar Engenheiro Florestal capaz de atuar no setor florestal com vistas ao planejamento, organização, implantação e manejo das florestas, bem como dirigir o uso dos recursos naturais renováveis e a transformação dos produtos florestais para atender as necessidades de abastecimento do setor florestal, visando gerar benefícios à sociedade de modo permanente, sem, entretanto, deixar de conservar o equilíbrio dos ecossistemas.
 
Histórico do Curso
 
A história do Curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal Rural da Amazônia confunde-se com a própria história da Escola de Agronomia da Amazônia. O curso é o sexto mais antigo do Brasil e originou-se de um projeto, encaminhado ao Ministério da Educação, intitulado: "Ampliação de matrícula na Escola de Agronomia da Amazônia, mediante a criação do curso de Engenharia Florestal".
 
O curso, àquela altura, justificava-se pela carência de pessoal técnico habilitado no manejo de floresta tropical da Região Amazônica, detentora de um potencial florestal valiosíssimo, de forma a garantir um melhor aproveitamento dos recursos naturais nela existentes, primordialmente os recursos madeireiros. Desta forma, em 9 de novembro de 1971, o Conselho Federal de Educação aprovou o funcionamento do curso de Engenharia Florestal na Escola de Agronomia da Amazônia - EAA e em 14 de dezembro de 1971, o curso foi autorizado pelo Decreto Federal nº 69.786. O curso teve início logo no ano seguinte, em 1972, com o oferecimento de 30 vagas.
 
Em 8 de março de 1972 a EAA deixa de existir, transformando-se na Faculdade de Ciências Agrárias do Pará - FCAP, mantendo sua condição de estabelecimento isolado de ensino superior, até o ano de 2002, quando então foi transformada em Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA. Em 1975 entrou em funcionamento o Departamento Florestal e, naquele mesmo ano, diplomaram-se os primeiros Engenheiros Florestais da Amazônia, num total de 27 profissionais.
O curso de Engenharia Florestal foi reconhecido através do Decreto Federal nº 80.030, de 27 de julho de 1977 e em 1982 foram construídos os prédios onde funcionava o Departamento de Ciências Florestais. No ano de 2002, a FCAP foi transformada em Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA e foi criada nova estrutura administrativa, aplicada até hoje.
Além das atividades do curso no campus de Belém, o curso oferece atividades nas bases situadas na zona rural, a citar: FEIGA (Fazenda Escola de Igarapé Açu) e Estação Experimental de Benfica, não obstante as demais áreas de empresas do setor florestal que mantém convênio com a UFRA.
O curso de Eng. Florestal da UFRA atualmente conta com um corpo docente formado por 64 professores, dos quais 42 (65%) são doutores, 20 com título de mestre, dos quais 50% estão matriculados em programas de doutorado.
 
Dados Indicadores atuais:
 
Modalidade do Curso: Bacharelado
Titulação conferida: Engenheiro Florestal
Duração total do curso: 4.930 horas (986 horas Ciclo Básico, 3.400 horas Ciclo Profissional e 680 horas Estágio Curricular Obrigatório)
Integralização curricular: 10 semestres
Número de vagas anuais: 90 (noventa)
Tamanho médio das turmas (teóricas/práticas): 45 alunos
Turno(s) de funcionamento:
Matutino: 7:30 às 12:30 h
Vespertino: 13:30 às 18:30 h
Atos Legais:
Autorização: Decreto Lei nº 69.786 , de 14.11.1971
Reconhecimento: Decreto Lei nº 80.030, de 27.06.1977
 
Objetivo do Curso de Engenharia Florestal
 
O curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal Rural da Amazônia tem como objetivo geral formar profissionais para a gestão dos recursos florestais visando sua utilização sustentável de modo a atender às diversas demandas da sociedade, com sólida formação para o entendimento e operacionalização das funções sociais, tecnologias, econômicas e ambientais das florestas. O profissional deverá ter sólida base em ciências biológicas, exatas, humanas, econômicas e administrativas, com forte consciência ética.
 
Definição da Profissão
 
O Engenheiro Florestal possui formação cientifica técnica e cultural para conciliar desenvolvimento industrial e tecnológico com preservação do meio ambiente pela utilização racional dos recursos naturais oriundos das florestas nativas e plantadas visando melhor qualidade de vida para a sociedade como um todo.
 
Perfil Desejado do Egresso
 
Para o bom desempenho de sua profissão, o Engenheiro Florestal deve ter: Sólida base nas ciências biológicas, exatas e humanas e, forte consciência ecológica quanto a sua responsabilidade na conservação da natureza; profundos conhecimentos dos ecossistemas florestais, bem como das realidades sociais e econômicas nas diversas regiões do Brasil; juízo crítico e autônomo na sua área de conhecimento e atuação; saber o método cientifico para a análise e sua condução dos processos de tomada de decisão dentro dos princípios básicos de sustentabilidade; capacidade de intervir sobre os ecossistemas florestais através de uma prática de manejo adequado para cada situação ecológica, econômica e cultural; conhecimento de como utilizar maquinas e equipamentos nas práticas florestais dentro dos critérios de racionalidade operacional e de baixo impacto ambiental; conhecimento dos processos de transformação industrial de recursos florestais, associado as propriedades de matéria prima florestal com a de produtos finais; visão crítica dos processos sociais, sabendo interagir com pessoas de diferentes grupos sociais e antropólogos e visão sistêmica com aptidão para o trabalho em ambientes naturais e em atividades ligadas ao desenvolvimento rural.
 
Competências e Habilidades
 
As competências e habilidades do profissional da Engenharia Florestal são asseguradas pelas atribuições que confere a Lei Federal número 5.194 de 1966, bem como na Resolução 218/1973-CONFEA (especialmente no artigo 10) e, mais ainda, na Resolução 1.010/2005 - CONFEA (e seus anexos I e II) do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.
 
As Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Engenharia Florestal distingue as seguintes Competências e Habilidades (Art. 6º):
 
a) estudar a viabilidade técnico-econômica, planejar, projetar e especificar, supervisionar, coordenar e orientar tecnicamente empreendimentos florestais;
 
b) realizar assistência, assessoria e consultoria;
 
c) desempenhar cargo, dirigir empresas e órgãos governamentais e não governamentais;
 
d) realizar vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnicos, executar e fiscalizar serviços técnicos correlatos;
 
e) promover a padronização, mensuração e controle de qualidade;
 
f) atuar em pesquisa, análise, experimentação, ensaios e divulgação técnica e extensão;
 
g) conhecer e compreender os fatores de produção e combiná-los com eficiência e eficácia técnica e econômica;
 
h) aplicar conhecimentos científicos e tecnológicos;
 
i) conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;
 
j) identificar problemas e propor soluções;
 
k) desenvolver e utilizar novas tecnologias;
 
l) gerenciar, operar e manter sistemas e processos;
 
m) comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;
 
n) atuar de forma interdisciplinar
 
o) trabalhar em equipes multidisciplinares;
 
p) atuar eticamente;
 
q) avaliar o impacto das atividades profissionais no contexto social, ambiental e econômico;
 
r) conhecer e atuar em mercados do complexo agro-industrial e do agronegócio;
 
s) compreender e atuar na organização e gerenciamento empresarial, público e comunitário;
 
t) atuar com espírito empreendedor;
 
u) conhecer, interagir e influenciar nos processos decisórios de agentes e instituições, na gestão de políticas setoriais.
 
v) atuar em atividades docentes no ensino técnico profissional (para licenciatura serão incluídos, no conjunto dos conteúdos profissionais, os conteúdos de Educação Básica, consideradas as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica e para o (Ensino Médio), ensino superior, pesquisa, análise, experimentação, ensaios e divulgação técnica e extensão;
 
Atribuições do Engenheiro Florestal
 
Planejamento e execução de obras e serviços técnicos de engenharia rural em construções para fins florestais e suas instalações complementares;
 
Atuação nos campos de silvicultura (florestamento e reflorestamento, inventário florestal, manejo de florestas, melhoramento florestal e compensação ambiental), da tecnologia da madeira (identificação de madeiras, produção de papel e celulose, chapas e compensados) e do meio ambiente (ecologia, conservação e recursos naturais e recuperação de áreas degradadas);
 
Estudos e projetos para a preservação de recursos naturais renováveis;
Estudos e projetos de conservação de ecossistemas, relatórios de impactos ambientais;
Administração de parques, hortos e reservas florestais;
 
Estudos e projetos de aproveitamento racional de florestas e reflorestamento;
Pesquisas de novas técnicas de reflorestamento e preservação, bem como de tecnologias adequadas à indústria madeireira;
Orientação e supervisão técnica de estudos relativos à economia e crédito rural para fins florestais.
 
Áreas de Atuação
 
O curso de Engenharia Florestal da UFRA através desse plano pedagógico propicia ao aluno, uma formação técnica-científica e humanística que possa atender as diretrizes e os diversos campos de atuação, os quais são:
 
SILVICULTURA E MANEJO FLORESTAL – através do qual, procurará conhecer implantar, manejar, gerenciar e recuperar florestas, visando a utilização racional da flora, fauna e seus recursos paisagísticos e hídricos.
 
TECNOLOGIA E INDUSTRIALIZAÇÃO DOS PRODUTOS FLORESTAIS - onde irá conhecer, desenvolver, gerenciar e implantar tecnologia, visando a industrialização e utilização da madeira, bem como dos demais produtos oriundos de florestas naturais e/ou plantadas.
 
SÓCIO-ECONÔMICO – onde conhecerá a sócio-economia do país, em seus aspectos fundamentais que permitam um desempenho profissional principalmente voltado para realidade regional.
 
ENGENHARIA – visando projetar, executar e fiscalizar obras e instalações utilizadas nas diversas atividades rurais, bem como desenvolver máquinas e implementos florestais.
 
FITOSSANIDADE – objetivando identificar, diagnosticar e controlar pragas e doenças das espécies e demais produtos florestais.
 
SOLOS – onde irá utilizar, preservar e recuperar o solo para fins agrossilviculturais e de conservação.
 
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – que irá proporcionar sólida base técnico–científica no âmbito da Botânica, da Zoologia e da Microbiologia, visando sua aplicação nos campos da Engenharia Florestal.
 
CIÊNCIAS DO AMBIENTE – desenvolver a capacidade de análise dos elementos que compõem a questão ambiental, afim de promover ações relacionadas à gestão de processos ambientais.
 
GEOPROCESSAMENTO – promover a capacidade de planejamento através das técnicas de sensoriamento remoto, fotointerpretação, sistema de informação geográfica e sistema de posicionamento global para que haja um melhor uso da terra.
 
EXTENSÃO – desenvolver a capacidade de organizar, treinar e transferir novos conhecimentos e tecnologias, respeitando as características culturais e produtivas da região.
 
CIÊNCIAS EXATAS – que irá proporcionar sólida base técnico-científica no âmbito da Matemática, Física, e Computação Eletrônica, visando sua aplicação nos campos de atuação do Engenheiro Florestal.
 
Campos de Atuação Profissional
 
*Profissional autônomo.
 
*Órgãos públicos.
 
*Instituições de Ensino Superior.
 
*Institutos de Pesquisa.
 
*Setor privado (indústrias de base florestal madeireira, papel e celulose).
 
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